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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Weintraub impulsiona movimento antivacina chinesa

Equipe BR Político

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, segue com sua função ideológica dentro do governo ao fazer mais uma provocação contra chineses que atuam em quase todos os testes de vacina hoje em curso no mundo para combater o novo coronavírus. O titular do MEC é alvo de inquérito no STF por suspeitas de crime de racismo contra o povo chinês.

Em sua conta no Twitter, ele publicou na sexta, 12, um trecho de quatro segundos de um vídeo no qual o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), eventual adversário político do presidente Jair Bolsonaro em 2022, anuncia uma parceria com o laboratório chinês Sinovac para produzir vacinas contra a covid-19.

“Sabem com quem o Gov ‘Dória’ fez mais um acordinho? Bem docinho!”, ironizou Weintraub, comentando o vídeo do governador. O tuíte só reforçou o movimento de apoiadores de Bolsonaro contra o país asiático, “comunista”, que seria o responsável pela disseminação do patógeno.

Em abril, o ministro ridicularizou o sotaque chinês ao fazer referência ao personagem Cebolinha, dos quadrinhos da Turma da Mônica, provocando a abertura de um inquérito no STF por suspeita de racismo e indisposição diplomática com o principal parceiro comercial do Brasil. “Geopolíticamente [sic], quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”, escreveu o titular da pasta da Educação.

O Brasil hoje participa de três processos de fabricação de vacinas contra a covid-19 no exterior: um em Oxford, no Reino Unido; outro nos EUA e outro na China.

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