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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Weintraub pediu demissão quando já estava nos EUA, admite governo

Equipe BR Político

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A Secretaria-Geral da Presidência alegou nesta terça-feira, 23, que a retificação da data de exoneração de Abraham Weintraub do Ministério da Educação ocorreu porque o ex-ministro pediu que o prazo fosse considerado de forma retroativa, a partir do dia 19 de junho, data em que embarcou rumo aos Estados Unidos. O anúncio da demissão foi feito um dia antes, em vídeo divulgado nas redes sociais na última quinta-feira, 18.

Ex-ministro da Educação Abraham Weintraub

Ex-ministro da Educação Abraham Weintraub Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A carta em que o então Ministro da Educação solicitou ao Presidente da República a exoneração do cargo de Ministro de Estado foi entregue ao Secretário-Geral no dia 20 de junho, sábado, que determinou a publicação em Diário Oficial da União extra”, informa a nota da Secretaria-Geral. “A entrada oficial do documento na Secretaria-Geral da Presidência da República ocorreu no dia 22 de junho, segunda-feira. Entretanto, na carta, o então Ministro da Educação solicitou exoneração do cargo a contar de 19 de junho de 2020, motivo pelo qual o ato foi retificado”, emendou.

Fato é que a mudança na data ocorre depois de questionamentos à suposta colaboração de órgãos oficiais à “fuga” de Weintraub. Ele chegou a agradecer às “dezenas de pessoas” que o ajudaram a deixar o País. Ontem, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União ingressou com representação para que a Corte apure se houve participação irregular do Itamaraty na viagem do ex-ministro.

Como você leu no BRP, para viajar driblando a restrição a brasileiros imposta pelo governo norte-americano em razão do descontrole da pandemia do novo coronavírus, Weintraub fez uso do passaporte diplomático a que tinha direito como ministro.

 

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