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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Witzel: ‘A economia a gente ressuscita. Uma vida, não’

Marcelo de Moraes

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O governador do Rio, Wilson Witzel, reforçou sua defesa do isolamento como maneira de tentar reduzir o avanço do coronavírus no Estado. Ele reconheceu que a atividade econômica é afetada pela situação, mas lembrou que “a economia a gente ressuscita. Uma vida não. Nossa prioridade absoluta, nesse momento, é salvar vidas”; afirmou o governador pelas suas redes sociais.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Foto: WIlton Junior/Estadão

“A cada dia, as pessoas estão compreendendo melhor nossas ações de controle do vírus, e atendendo ao nosso clamor para que sigam as recomendações e fiquem em casa. Eu não poderia esperar outra coisa do povo do Rio”, escreveu.

“É triste ver as nossas ruas vazias, as lojas fechadas, as praias desertas, mas precisamos seguir as recomendações dos especialistas da Saúde para que a gente consiga salvar o maior número de vidas possível. A economia a gente ressuscita. Uma vida, não. Nossa prioridade absoluta nesse momento é salvar vidas”, disse Witzel.

Para o governador, não existe possibilidade, nesse momento, de mudar a linha de ação centrada no máximo isolamento possível e lembra que a estratégia é a de tentar proteger a vida das pessoas. E lembrou que a Polícia Militar está acionada “para receber denúncias, orientar as pessoas sobre a importância de não se fazer aglomeração”. “As abordagens têm sido cordiais, o nosso objetivo é conscientizar. Juntos, vamos vencer essa guerra”, destacou.

Witzel reconheceu que tem sido pressionado para ceder no isolamento. Mas disse que isso não pode ser feito agora, com o coronavírus se expandindo ainda. “Tenho recebido enorme pressão para abrir lojas e liberar as pessoas para trabalhar. Mas não é a decisão certa no momento. Estamos enfrentando um inimigo invisível. No momento certo, vamos flexibilizar”, prometeu.