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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Witzel: ‘A interferência anunciada pelo presidente está devidamente oficializada’

Equipe BR Político

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Alvo de mandado de busca na Operação Placebo, da Polícia Federal, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), negou nesta terça-feira, 26, que tenha cometido irregularidades em meio à pandemia do novo coronavírus e afirmou que a operação comprova a interferência do presidente Jair Bolsonaro no órgão. “A interferência anunciada pelo presidente da República está devidamente oficializada”, disse, em nota.

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o presidente Jair Bolsonaro

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o presidente Jair Bolsonaro Foto: Wilton Junior/Estadão

Ele afirmou estar à disposição da Justiça na apuração dos fatos. Nesta manhã, o Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governo do Rio de Janeiro, foi alvo de operação da PF, assim como o escritório da primeira-dama do Estado, Helena Witzel.

Leia a nota na íntegra:

“Não há absolutamente nenhuma participação ou autoria minha em nenhum tipo de irregularidade nas questões que envolvem as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal. Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará. A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada. Estou à disposição da Justiça, meus sigilos abertos e estou tranquilo sobre o desdobramento dos fatos. Sigo em alinhamento com a Justiça para que se apure rapidamente os fatos. Não abandonarei meus princípios e muito menos o Estado do Rio de Janeiro”.