Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Witzel intervém em hospitais de campanha no Rio

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, decretou intervenção nos hospitais de campanha geridos pelo Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), organização social contratada, sem licitação, para construir e gerir sete unidades desses hospitais no Estado.

Witzel alegou atraso na conclusão das obras, mas os hospitais de campanha são alvo de outras denúncias, como superfaturamento na compra de equipamentos e não cumprimento da exigência de itens de segurança e de respiradores, por exemplo. Os contratos levaram à deflagração da operação Placebo, da Polícia Federal, que investiga o governo do Rio e o Iabas pelas supostas irregularidades.

O plano anunciado inicialmente pelo governo era ter os sete hospitais de campanha em funcionamento até 30 de abril. Até hoje, apenas o do Maracanã está em operação, e mesmo assim parcialmente. Carros da Polícia Militar foram enviados à unidade para evitar que o Iabas retirasse equipamentos como reação à intervenção.

Além de encampar os hospitais (o em funcionamento e os ainda em construção), o governo também suspendeu todos os repasses ao Iabas. Com as atitudes, Witzel tenta se antecipar às conclusões do inquérito da PF e a eventuais decisões judiciais determinando a intervenção e, desta forma, procura se dissociar de conclusões a respeito de superfaturamento e outras irregularidades nas obras.

 

Tudo o que sabemos sobre:

hospitais de campanha