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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Witzel: ‘Por que não aguardar minha defesa ser ouvida no STJ?’

Equipe BR Político

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Alvo de processo de impeachment por crimes de responsabilidade acelerado ontem em votação, por 69 votos a favor e nenhum contrário, pelos deputados estaduais da Alerj, o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou pelo Twitter nesta quinta, 24, que enfrentará o julgamento “de cabeça erguida”. Repetiu que irá provar sua inocência “mesmo sofrendo um linchamento moral e político a partir da palavra, sem provas, de delatores, ou seja, de bandidos confessos”.

Governador afastado do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, no Palácio Guanabara. Foto: Wilton Júnior/Estadão

Reafirmou a tese de que “afastar um governador do mandato da forma como fazem comigo hoje é matar a democracia. Quem serão os próximos?”. Ex-magistrado, afirmou que “MP e Judiciário devem estar distantes do debate político” e que “se as casas políticas não reagirem, seremos todos governados por liminares e por especulações”.

Por último, reiterando declarações anteriores, que joga luz sobre controvérsia de seu afastamento temporário por 180 dias, questiona por que não se aguardar “a minha defesa ser ouvida no STJ, oportunidade que ainda não tive, para mostrar os absurdos da delação dos réus confessos Edmar Santos e Edson Torres?”.

Agora, cinco desembargadores e cinco deputados vão compor um tribunal misto para analisar a cassação do mandato. Se sete dos dez votos forem pró-condenação, Witzel perde o cargo de vez.