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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Zambelli e Hasselman lavam roupa suja na rede

Equipe BR Político

Os tropeços entre aliados do governo na votação da Medida Provisória 870, que enxugou o número de ministérios, expôs mais um embate para além dos já expostos pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O mais recente é entre a líder do governo no Congresso, Joice Hasselman (PSL-SP), e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que, na noite de sexta, 17, cobrou da colega pelo Twitter “responsabilidade” para “consertar” a MP no plenário. Na sequência de tuítes, Carla sai em defesa de Vitor Hugo ao acusar Joice de “boicotar” o líder do governo. “Por que Joice Hasselman finge não haver um elefante na sala? Por que não defende o Coaf com Sérgio Moro?”, questiona a parlamentar que, na quinta, já expusera sua artilharia contra o ministro da Casa Civil. Zambelli ainda se vale da mensagem reproduzida via WhatsApp pelo presidente Jair Bolsonaro de que “a mudança na forma de governar não agrada aqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações poucos republicanas”.

Joice contra-ataca, dizendo-se “inteligente, já vc…”. A aliada de Onyx ainda justifica esse silêncio nas redes com o argumento de que “sabe fazer conta, conheço matemática básica e logo sei que sem a maioria não se aprova nada. Porque estou preocupada com o país e não com curtidas em tuítes ou lives”. O atraso na votação da MP é reflexo das trombadas entre Vitor Hugo, da ala de Zambelli, que defendeu não votar a MP de forma apressada numa tentativa de não mostrar um governo derrotado, e o ministro da Casa Civil, que fez acordo com Rodrigo Maia e líderes do Centrão para que a medida fosse votada na quinta-feira, 16, o que não ocorreu.

 

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