Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Zanin diz ser alvo de ‘retaliação’ por atuação contra a Lava Jato

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O advogado Cristiano Zanin, que foi alvo na manhã desta quarta-feira, 9, da Operação E$quema S, usou as redes sociais há pouco para afirmar ser foco de retaliação devido à postura contrária à Lava Jato, onde representa o ex-presidente Lula.

O advogado Cristiano Zanin Foto: Nacho Doce/Reuters

“Era óbvio que a Lava Jato iria promover alguma retaliação contra mim, afinal, nos últimos anos atuei incessantemente para desmascarar seus abusos. A invasão da minha casa e do meu escritório será por mim denunciada em todos os foros para que os responsáveis sejam punidos”, escreveu Zanin no Twitter.

Mais cedo, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal cumpriram 50 mandados de busca e apreensão no âmbito de ação que investiga possível desvio, entre 2012 e 2018, de cerca de R$ 355 milhões das seções fluminenses do Sesc, Senac e Fecomércio. Além de Zanin, o advogado Frederick Wassef, que já defendeu o senador Flávio Bolsonaro, e a advogada Ana Tereza Basilio, que defende o governador afastado do Rio Wilson Witzel também foram alvos.

Na sequência de mensagens publicadas na rede social, Zanin questiona o “timing” da operação de hoje.

“No último dia 31/08 o STJ mandou o Ministro da Justiça (André Mendonça) falar em 5 dias sobre as cooperações internacionais da Lava Jato com os Estados Unidos – onde alguns juízes e promotores brasileiros fizeram ‘cursos’. O prazo venceu ontem e a decisão não foi cumprida”, disse. E seguiu: “Nesta semana, após quase 3 anos de batalha judicial, deveríamos começar a fazer o exame do material proveniente do acordo de leniência da Odebrecht, que foi guardado até agora com muito sigilo pela Lava Jato. Dá para imaginar por que a Lava Jato invadiu nosso escritório e pegou nosso material?”, questionou.