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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Zema tenta votar aumento para servidores da segurança

Equipe BR Político

Começa nesta terça-feira, 18, a batalha na Assembleia Legislativa de Minas para aprovar um reajuste escalonado de nada menos que 41,7% para servidores da área de segurança pública, proposto pelo governador Romeu Zema, do Partido Novo.

O projeto foi criticado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), porque, segundo ele, coloca em xeque o ajuste fiscal e compromete toda a rediscussão do pacto federativo que está na pauta do Executivo e do Legislativo.

O reajuste proposto deve ter impacto de R$ 9 bilhões nos próximos três anos. Pela proposta, haverá um aumento de 13% em julho deste ano, 12% em setembro de 2021 e mais 12% em setembro de 2022. A recomposição final chega a 41,74% e se estenderá a  policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários e socioeducativos.

A decisão de Zema provocou uma saia-justa no Novo, que tem na defesa do ajuste fiscal uma de suas principais bandeiras. Apenas uma deputada da bancada de três integrantes do partido na Assembleia, Laura Serrano, manifestou intenção de votar com Zema. O presidente nacional da sigla, João Amoedo, não comentou a decisão do governador do partido, e a bancada federal também está evitando a polêmica.